Mosteiro Flor da Rosa
Entre os séculos XIII e o XV a arquitectura das ordens religiosas e militares pode ser considerada como uma categoria à parte no quadro do gótico português – primeiro pelo papel que estas ordens desempenham no contexto da reconquista territorial e na fixação de novas populações, depois pela sua expressão sócio-política, a meio caminho entre uma vida de oração e de combate, que obrigou, internamente, à implementação de uma mística de união, da mesma forma que levou, exteriormente, à expressão de um compromisso entre a arquitectura religiosa e a arquitectura militar. Pertence a esta tipologia o conjunto constituído pelo Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa, que alberga a mais importante igreja-fortaleza portuguesa
Em 1340 a sede da Ordem do Hospital mudou-se de Leça do Balio para a vila do Crato, passando o Priorado de Portugal da Ordem dos Hospitalários a chamar-se Priorado do Crato, situação que, naturalmente, contribuiu para uma valorização da vila do Crato e do próprio território envolvente.
O conjunto em que se insere a igreja-fortaleza da Flor da Rosa, nos arredores da vila do Crato, forma uma estrutura fortificada de um convento-paço disposto em torno de um pátio, depois transformado em claustro.


