Simbolismo dos graus crípticos : o grau de Mestre Real

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Simbolismo dos graus crípticos : o grau de Mestre Real

O belo trabalho que o candidato traz, representando uma vida pura e completa, oferecida ao Supremo Arquitecto do Universo é, imediatamente, seguido por uma advertência para permanecer disposto a enfrentar as contrariedades da própria vida. No devido tempo, receberá a sua recompensa. Mas essa recompensa, simbolizada pela entrada no Nono Arco [simbolicamente o Portão da Morte Simbólica], virá apenas depois da sua vida ter sido concluída, ou seja, depois de completar todas as instruções simbólicas da Antiga Arte da Maçonaria.

São 12 horas, é meio-dia, anuncia o Grão Mestre Hiram Abiff, momento adequado para deixar os trabalhos e comungar com o Supremo Arquitecto do Universo. Considerado um número sagrado na mitologia, o número 12, é o produto da multiplicação do triângulo [3] pelo [4] quadrado. O triângulo [3] representa os três atributos da divindade, a omnisciência, a omnipresença e a omnipotência [sabedoria universal, presença e poder] e o quadrado [4] é o número do mundo. Deus divide os domínios do mundo em quatro reinos: a Babilónia, a Medo-Persia, a Grécia e Roma. Os materiais que representam o poder mundial na imagem de Nabucodonosor são o ouro, a prata, o bronze e o ferro (Daniel 2). O mundo tem quatro estações: a primavera, o verão, o outono e o inverno. Tem quatro cantos: leste, oeste, norte e sul (Números 2). Tem quatro elementos básicos: a terra, o ar, a água e o fogo. Tem quatro ventos (Ver 7:1). O rio que fluía do paraíso terrestre – o jardim do Éden – dividia-se em quatro rios (Gen. 2:10-14). As criaturas viventes que representam o mundo criado são quatro (Ap. 4:6). Em Ezequiel, é-nos dito que os querubins, tem quatro faces: de leão, de boi, de homem e de águia; e tem também quatro asas (cap. 1). A humanidade na terra é descrita de quatro formas: povos, multidões, nações e línguas (Apoc. 17:15). As condições do coração do homem, de acordo com a parábola do semeador contada por Jesus, são de quatro tipos (Mat 13:3-9; 18-23). As tribulações que vem como um julgamento sobre o mundo são também quatro em número: a guerra, a fome, a peste e os terramotos (Mat 24:6,7; Lucas 21). O testemunho de Jesus é levado pelos quatro evangelhos, que revelam quatro aspectos de Cristo. No auge do pecado dos homens, os quatro soldados dividiram entre si as vestes de Jesus (João 19:23). O altar levantado para os homens tem “quatro cantos”, com quatro pontas (Êx 27:1,2). O quarto dos dez mandamentos é o primeiro dos restantes, que tocam nas coisas do mundo (Êxodo). A quarta cláusula na chamada Oração do Senhor é também aquela que começa a tratar dos assuntos relacionados com a terra (Mat 6:9-13). As coisas que Deus criou no quarto dia deveriam governar sobre os dias e noites da terra. O quarto livro da Bíblia, Números, relata a experiência no deserto, que é um tipo de mundo. Uma vez que 3 representa Deus e os seus atributos, o 4 representa os criados que dependem do Criador.

As 12 horas nocturnas, meia-noite, representando o mesmo número, representam, no entanto, a morte ou a meia-noite da vida.

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