Hiram Abif passa assim de um plano espiritual para um plano temporal, onde encontra novamente o candidato que, ainda ansioso, procura a Verdade Divina. Deslocando-se lentamente ao redor da sala, e em direção ao sol, Hiram Abif, oferece-nos então um comentário sobre a Morte. Explica-nos que todos os homens são iguais aos olhos de Deus, desde o mais jovem Aprendiz ao rei Salomão. Aqui, particularmente, refere, o pavimento quadriculado, lembrando a todos os irmãos que há muito mal no mundo a ser superado. E que, apesar de construirmos diligentemente, na tentativa de completar o nosso trabalho, podemos ser chamados ao Altíssimo antes de terminar o que começámos.
Segunda Secção
Ouvi-mos um alarme, de novo, o candidato, ansioso, em busca pela verdade divina, disposto a provar o seu valor, bate à porta.
Circular em volta do altar durante uma cerimónia é um dos mais antigos costumes conhecidos pelo homem. Entre as primeiras religiões estavam o fogo e o sol. A adoração do sol no céu, realizada simbolicamente pelo culto do fogo em cima de uma pilha de pedras, terá sido um dos primeiros Altares construído pelo Homem. A circulação à volta do altar, seguia o mesmo movimento do Sol, através do Sul, de Leste para Oeste.
Os querubins, linhas desenhadas em toda a sala, tornam necessário que o candidato passe por baixo das suas asas estendidas durante os circuitos que executa no templo. Como a Shekinah da Divina Presença morava debaixo das asas dos querubins no propiciatório, parece também apropriado que o buscador após a luz e a Divina Verdade, seja recebido sob as asas estendidas do Querubim, colocando-se sob a proteção do Poder Divino, que é a única verdade, e de quem só a verdade pode ser obtida.
Assim como a primeira luz do dia vem do Oriente, assim somos ensinados a olhar para o Oriente para a iluminação. Caminhar simboliza, neste sentido, reverência em relação ao Altar. Alternando os passos à medida que vamos avançando até ao Grau de Mestre Real.
Acredita-se que neste grau existe uma alusão ao caminho do sol, que atravessa o Hemisfério Norte e Sul, entre os dois signos do Zodíaco, Capricórnio e Câncer, num movimento de zigue-zague. Quando os dois hemisférios estão dispostos ponta a ponta, como duas linhas paralelas sobre os lados, formam um quadrado oblongo ou em forma de Loja. Acredita-se, por isso, que os passos devem ser tomados da mesma maneira, ou seja, em movimento de ziguezague.
No sinal, Alfa é o primeiro, e Ómega, o último. Alpha e Ómega são, deste modo, adoptados como símbolo da divindade, inicio e fim de qualquer actividade.