Simbolismo dos graus crípticos : o grau de Mestre Real

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Simbolismo dos graus crípticos : o grau de Mestre Real

O triângulo equilátero representa os nossos três Grão Mestres. O triângulo quebrado representa a alegoria da vida. Alguns devem partir, outros devem permanecer e continuar. O triângulo, segundo alguns simbolistas, representa o homem completo, cuja base representa o físico, a linha vertical, o mental, e a hipotenusa, as 22 partes espirituais do homem.

O triângulo equilátero representará, deste modo, o homem perfeito quando a base do triângulo está na parte inferior, com a ponta para cima. Significa isto que, uma vez que o triângulo equilátero tem os mesmos atributos, físicos, mentais e espirituais, como o triângulo retângulo, exceto que todos os lados são iguais, a mente e o corpo do homem respondem igualmente ao espírito e o homem torna-se o homem perfeito. Quando o triângulo equilátero tem a face plana no topo, com a ponta para baixo, ele simboliza a divindade, representando os três lados, a Omnisciência, a Omnipresença e a Omnipotência. [a Jóia do Prelado aponta para baixo.]

O candelabro de sete braços, descrito no Livro do Êxodo [cap. 25, v. 31-37], com cerca de cinco metros por três metros e meio de largura, era colocado no lado sul do santuário, oposto ao altar das preposições no santuário do Tabernáculo. No Templo do Rei Salomão, este foi substituído por dois castiçais de cinco braços, um de cada lado.

Quando o Templo de Zorobabel foi terminado, o candelabro de sete braços foi novamente utilizado. Os castiçais eram acesos pelos sacerdotes à noite e apagados a cada manhã.

O sete, número sagrado na escritura hebraica, é também um sinal de algumas datas importantes. O sétimo dia é o dia do Shabath; Salomão tinha sete anos na construção do templo, havia sete anos sabáticos, sete dias constituíam normalmente os períodos de festa, e sete representava ainda a completude. O sete é ainda um símbolo do espírito do Senhor e a luz de Seu rosto brilha sobre nós através de seus olhos, contemplando-nos e incentivando-nos no trabalho nobre e glorioso de ajustar-nos como pedras vivas, para que o edifício espiritual, que é a nossa eterna morada, possa ser construído. Os pitagóricos chamavam ao número sete o número perfeito, porque era feito de três e quatro, o triângulo e o quadrado, duas figuras perfeitas.

No Templo estavam sempre 12 pães, sobre a mesa, no santuário [provavelmente representando as doze tribos de Israel]. Era um símbolo do pão da vida eterna pela qual somos levados para a presença de Deus.

O principal artigo dos móveis no Templo de Salomão, em Jerusalém, era a Arca da Aliança [em Ex. 25 : 10 a 22 podemos ler a seguinte descrição : 2 côvados de comprimento – 1,11 m – e um côvado e meio de largura e altura – 66,6 cm]. Estava ornamentada com dois Querubins, onde, entre as asas desses personagens lendários, estava a Shekinah ou nuvem perpétua, da qual o Bath Kol era emitido quando consultado pelo Sumo Sacerdote. A Arca, feita por Aholiab e Bezaleel sob o comando de Moisés, depois da destruição do primeiro Templo, desapareceu, não existindo registo, sobre o que aconteceu com este artigo de mobiliário.

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