Simbolismo dos graus crípticos : o grau de Mestre Real

Maçonaria Críptica
Novembro 17, 2016
Simbolismo dos graus crípticos : o grau de Mestre Escolhido
Dezembro 18, 2016

Simbolismo dos graus crípticos : o grau de Mestre Real

‘Saudades da escravidão, situação com a qual, talvez, já estivessem confortáveis ou ‘medo’ da liberdade, cuja conquista causa insegurança, porque exige avançar rumo ao desconhecido?

Com o maná, Deus coloca o povo à prova. Quer experimentar, observar se observam a sua Lei (Ex. 16,4). Todos os dias, Ele enviava o maná. Todavia, algumas pessoas, por ganância e sem pensar nos outros, acumularam demais e não passam no teste (Ex. 16,16. 20).

O que aconteceu?

Os vermes comeram o que sobrou. Essa atitude não é compatível com a condição de Deus, pois, com certeza, que o que sobrou na casa de uns, faltou na casa de outros.

Vejamos o que diz o texto bíblico sobre o período de escravidão no Egipto: “Em todo o país, faltava o pão, a fome assolava as terras do Egipto e de Canaã. José (vice-rei) acumulou todo o dinheiro que havia na terra do Egipto e na terra de Canaã, em troca dos mantimentos que eles compravam e entregou todo o dinheiro no palácio do Faraó.” (Gn 47, 13-13). O texto continua, afirmando que quando acabou o dinheiro, eles tiveram que entregar, em troca de mantimentos, os seus rebanhos, as suas terras, e por fim entregaram-se a si mesmos como escravos. (Gn 47,15-26)

A proposta de leitura desta passagem, abertura do grau de Mestre Real, vai justamente na contra-mão do sistema económico daquele tempo e na contra-mão do sistema económico dos nossos dias.

Na Galileia, no tempo de Jesus, a terra estava nas mãos de poucos. O povo era reprimido pelo império romano e explorado mediante a cobrança de altos impostos para o imperador e para o templo de Jerusalém. A pobreza e a miséria eram grandes. Muitos viviam preocupados com as necessidades básicas, como a comida e o agasalho. Para garantir a própria sobrevivência, procuravam, por isso, acumular o que podiam.

O texto bíblico é contundente ao condenar o acumular de bens: “Não ajunteis riqueza aqui na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões assaltam e roubam.” (Mt 6,19). E alerta as pessoas, para que não se preocupem tanto com o dia de amanhã, ou seja, com o futuro, ao ponto de acumular. Aconselha a todos a confiar na providência de Deus Pai, que vela com carinho por todos nós, seus filhos e filhas, porque “ele sabe do que necessitamos” (Mt 6,32). E manda olhar os pássaros e as flores do campo, que não trabalham, contudo, Deus cuida deles (Mt 6,25-34).

Na multiplicação dos pães, acontece o milagre da partilha (Mt 14,15-21; Mc 6,34-44). Somos ensinados a organizar a prática da partilha, para que nada falte a ninguém. Se no mundo houvesse uma justa distribuição da terra, renda e produção, não haveria fome e a mesa de todos seria farta.

Os comentários estão fechados.