Conclusão
Neste breve panorama diacrónico da consolidação histórica do Rito Críptico, constatamos um percurso atribulado, cheio de conflitos, partilhas, concorrências, itinerâncias e reivindicações quanto à sua tutela separada ou conjunta face aos grandes Ritos maçónicos [Escocês Antigo e Aceite, York ou Graus Maçónicos Aliados] predominantes nos Estados Unidos da América nos sécs. XVIII e XIX, sendo provenientes da Europa e semeados na América antes da sua reintrodução europeia.
Esperamos ter sobretudo ter respondido às interrogações estruturais inicialmente enunciadas na Introdução e contribuído assim com uma oferta substancial para a instrução maçónica dos obreiros do chamado Rito Críptico em Portugal sobre a sua identidade, origem, contextualização e evolução, quanto à evidente artificialidade da expressão continente face à heterogeneidade global do inerente conteúdo, bem como ao seu desenvolvimento relacionado com a mitologia templária do Arco Real e de Zorobabel.
Importa, sobretudo, destacar, que no centro do itinerário de toda esta atribulada demanda subterrânea e inconsciente dos graus crípticos, encontra-se a própria cripta oculta do Templo de Jerusalém, cujo acesso crucial aos tesouros sagrados nela depositados constitui o coração secreto e âmago de qualquer santuário da realização espiritual do Homem, bem como a descoberta interior do Segredo velado de todo o percurso do Conhecimento iniciático.
Companheiro J. M.
M. R. & E.
Lisboa, 2005 D. C. / 3005 A. Dep.